O que a estrutura aguenta, como os containers precisam ficar alinhados — e de quem é a responsabilidade pela base.
Todo o esforço do container desce pelas quatro colunas de canto. Empilhar fora desses pontos não é "menos seguro": é fora do projeto.
O container de cima tem que pousar com os olhais inferiores exatamente sobre os olhais superiores do de baixo. Nada de container em balanço, apoiado no meio do vão ou atravessado.
O número vem da norma que rege o container, a ISO 1496-1.
| Referência | Carga sobre os 4 olhais |
|---|---|
| ISO 1496-1 (original) | 192.000 kg |
| ISO 1496-1 (revisão de 2005) | 213.360 kg |
Esses valores consideram 1,8 g de aceleração — a condição de um navio jogando em alto-mar. Parado em terra firme, a margem real é bem maior. Na prática, um container empilhado sobre outro nem chega perto desse limite: a estrutura não é o gargalo.
Para efeito de comparação: dois containers de 20 pés modificados somam algo em torno de 6 a 10 toneladas — muito longe das 192 toneladas de projeto.
É aqui que mora o risco real do empilhamento.
Empilhar dobra a carga que desce nos mesmos quatro pontos. Um container isolado distribui o peso em 4 apoios; dois empilhados concentram o dobro nos mesmos 4 apoios, sem aumentar a área de contato.
O que a Rio Box faz no empilhamento: posiciona um container sobre o outro — e só. Travamento, ART, projeto e qualquer outra definição de engenharia ficam com a engenharia da obra. A Rio Box trabalha com o container.
A fundação é de responsabilidade integral do cliente. O dimensionamento — traço, armadura, profundidade, tipo de sapata e capacidade do solo — tem que ser feito por engenheiro habilitado, considerando a carga concentrada dos dois containers mais a carga de uso. A Rio Box entrega e posiciona; não dimensiona nem responde pela fundação.